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Secretaria de Saúde investiga seis mortes por suspeita de febre maculosa

Terça-Feira, 15 de Maio de 2018 - 17h46


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A vigilância epidemiológica está investigando seis óbitos de um total de nove casos suspeitos de febre maculosa, ocorridas recentemente em Americana.

Além da febre como sintoma principal, a maioria apresentou vômito, dores abdominais e musculares, náuseas, erupções cutâneas (vermelhidão pelo corpo) e, em alguns casos, icterícia (pele de aspecto amarelada). A vigilância epidemiológica informou que o serviço de infectologia do Hospital Municipal realizou coleta de material dos pacientes para sorologia, indicando como suspeita principal a febre maculosa, mas que também serão realizados exames sorológicos para doenças como dengue, febre amarela e leptospirose. O material foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz, que leva em torno de 20 dias para emitir o resultado da análise.

Os casos são um homem de 23 anos, morador do Jardim São Paulo, que faleceu no Hospital Municipal "Dr. Waldemar Tebaldi", no dia 4 de maio, após ter sido internado com quadro febril. Há relatos de que ele esteve num pesqueiro em Nova Odessa. Um homem de 53 anos, morador do bairro São Vito, também morreu no HM, no dia 5 de maio, com os mesmos sintomas. De acordo com a vigilância epidemiológica ele esteve às margens do Rio Piracicaba durante pescaria.

A região do bairro Antônio Zanaga concentra a maioria dos casos, sendo o de um homem de 65 anos, que morreu no HM no dia 14 de maio. Os familiares relataram que ele esteve às margens de rios e lagoas da região nos últimos dias; uma criança, do sexo feminino, de sete anos, que não teve histórico de deslocamento para áreas de risco, e morreu na Unicamp no dia 4 de maio; um homem de 59 anos, que faleceu no Hospital Unimed de Americana, no dia 7 de maio, sem informações sobre deslocamento para áreas de mata.

Houve ainda os casos de um homem de 60 anos, morador do bairro Vila Bela - próximo à região do Zanaga - cujo óbito ocorreu no HM no dia 11 de maio e o de uma criança, do sexo masculino, de seis anos, residente no bairro Vale das Nogueiras, que teve contato com carrapato durante pescaria e que se encontra internada no Hospital São Francisco.

A vigilância ainda recebeu a notificação de dois homens, sendo um de 32 anos, morador do Jardim Brasil e outro de 38 anos, residente no Jardim Alvorada, os quais também apresentaram sintomas, mas ambos já tiveram alta médica.

A Uvisa (Unidade de Vigilância em Saúde), por meio do PVCC (Programa de Vigilância e Controle de Carrapatos e Escorpiões) realiza pesquisa acarológica (identificação de espécies de carrapatos) em praticamente todas as áreas silvestres do município e tem feito a sinalização de advertência nos locais em que há confirmação da presença do Amblyomma cajennense (carrapato estrela), transmissor da febre maculosa.

A Uvisa também emitiu um informativo para os médicos da rede municipal de saúde, na qual alerta os profissionais para se atentarem aos principais sintomas da doença e adotarem as medidas necessárias para o tratamento de eventuais casos.

De acordo com o PVCE, Americana apresenta as seguintes áreas classificadas de risco para a febre maculosa:
- Área da Carioba (pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos ao Parque Têxtil da Rua Carioba).
- Área da Casa de Cultura Herman Müller (mata ciliar adjacente ao Ribeirão Quilombo)
- Área do Rio Jaguari (Região Pós-Represa do Salto Grande / chácaras nas proximidades da Colônia Agrícola do Sobrado Velho)
- Área do Museu Histórico (pesqueiros na confluência dos Rios Atibaia e Jaguari)
- Área do Assentamento Milton Santos (matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga)
- Área da Ponte do Rio Piracicaba / Rodovia Anhanguera (pesqueiros locais)
- Área do Rio Piracicaba (pesqueiros na proximidade do Centro de Detenção Provisória de Americana)
- Área da Represa do Jardim Imperador (Área do Portal dos Nobres)
- Área da Praia dos Namorados (orla da Represa do Salto Grande)
- Área do Bairro Mirandola (pastos e matas periféricas)
- Área da Praia do Zanaga (braço da Represa do Salto Grande entre os Bairros do Zanaga e Vale das Nogueiras)
- Área da Usina da CPFL (Represa do Salto Grande)
- Área da Praia Azul (orla da Represa do Salto Grande)
- Área do Ribeirão Quilombo (toda a extensão)
- Área Verde do Parque Nova Carioba (mata ciliar do Córrego Bertini)

A Secretaria de Saúde pede aos munícipes para que evitem as áreas de risco, entretanto, caso seja necessária a frequência nestes locais, é importante tomar os seguintes cuidados:
- Utilizar roupas claras porque facilitam a visualização dos carrapatos;
- Colocar a barra das calças dentro das meias e calçar botas de cano alto;
- Examinar o corpo cuidadosamente a cada três horas pelo menos, porque esses carrapatos transmitem a bactéria causadora da Febre Maculosa, depois de algumas horas após a picada na pele;
- Tenha cuidado ao retirar o carrapato que estiver grudado à pele, fazendo-o mediante uma leve torção;
- Se em um período de 2 a 14 dias após frequentar estes locais, o indivíduo apresentar febre alta, dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e manchas avermelhadas na pele, deverá procurar imediatamente o serviço de saúde e no momento da consulta informar ao médico sobre o contato com carrapatos.

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