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Resumo Histórico



A imigração norte-americana para o Brasil, iniciada após o término da Guerra Civil Americana foi amplamente incentivada pelo governo imperial brasileiro. Este via na vinda e fixação dos norte-americanos - pessoas com conhecimentos agrícolas, profissionais liberais, boa formação moral e intelectual e sobretudo famílias desejosas de se estabelecerem na zona rural - uma oportunidade de impulsionar o desenvolvimento no interior do país.

Foram estabelecidos vários núcleos, mas o que realmente se desenvolveu foi o de Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo. Construído a partir de 1.866 com a chegada do primeiro Coronel Willian Hutchiinson Norris, ex-combatente da guerra Civil e ex-senador do estado do Alabama, o núcleo de Santa Bárbara D’Oeste teve rápido desenvolvimento. Logo ao chegar, o Coronel Norris, passou a ministrar cursos práticos de agricultura aos fazendeiros da região, interessados no cultivo do algodão e nas novas técnicas agrícolas.

O núcleo de Santa Bárbara D’Oeste, pelo seu progresso passou a atrair famílias que tinham se instalado em outras regiões. Inúmeras propriedades agrícolas foram fundadas pelos norte-americanos que cultivavam e beneficiavam o algodão. Estabeleceram um intenso comércio, notadamente a partir de 1.875 com a instalação da Estação de Santa Barbara pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro.

Devido a presença constante desses imigrantes, o povoado que foi sendo formado nas imediações da Estação, passou a ser conhecido como Villa dos Americanos, Villa Americana, e deu origem a atual cidade de Americana.

Data dessa época também a instalação, por um engenheiro norte-americano associado a brasileiros, da primeira fábrica de tecidos de algodão - a Fábrica de Tecidos Carioba- distante 3 km da estação ferroviária. Esta indústria teve realmente papel para a fundação e desenvolvimento de Americana.

A educação das crianças era uma das prioridades para as famílias americanas que constituíam escolas nas propriedades e contratavam professores vindos dos EUA. Os métodos de ensino desenvolvido pelos professores americanos se revelaram tão eficientes que foram posteriormente adotados pelo ensino oficial brasileiro.

Os cultos religiosos eram celebrados nas propriedades por pastores que se deslocavam entre várias propriedades e os vários núcleos de imigração americana. Em 1895 foi fundada a primeira Igreja Presbiteriana no povoado da Estação.

Devido a proibição de se enterrarem pessoas de outros credos nos cemitérios das cidades administradas pela Igreja Católica, os imigrantes americanos começaram a enterrar seus mortos próximo a um sede de fazenda. Este cemitério passou a ser conhecido como Cemitério do Campo. Até hoje os descendentes das famílias americanas são aí enterrados. É nesse local que se reúnem periodicamente os descendentes para cultos religiosos e festas ao redor da capela fundada no século passado.

Por ocasião do centenário da imigração norte-americana, foi organizado um museu em Santa Bárbara D’Oeste, o qual reúne grande número de objetos e documentos dos pioneiros da imigração.

O resgate da história dessas famílias e sua contribuição ao desenvolvimento das localidades de Americana e Santa Bárbara D’Oeste foi magistralmente relatado pela historiadora Judith Macknight Jones em sua obra: O soldado descansa; uma epopéia norte-americana sob os céus do Brasil".

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