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Procon de Americana se reúne com empresas de telefonia em tentativa de redução de reclamações

Procon de Americana se reúne com empresas de telefonia em tentativa de redução de reclamações
24/10/2019  |  17h40

O secretário municipal de Negócios Jurídicos, Alex Niuri e o diretor do Procon de Americana, José Francisco Montezelo se reuniram, na manhã desta quinta-feira (24), com representantes das empresas prestadoras de serviços telefônicos com maior índice de reclamações no órgão municipal, Tim, Claro e Vivo. O objetivo da reunião é tentar estabelecer ações em conjunto com as empresas, que reduzam os registros de queixas dos consumidores no Procon. O vereador e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor em Americana, Thiago Brochi, também acompanhou a reunião.

"Ao analisar o ranking das reclamações no Procon de Americana, vemos que as empresas de telefonia lideram os registros e não podemos assistir a tudo isso e não tomar nenhuma providência. As mesmas queixas estão todos os meses e sabemos que essas empresas podem investir em melhorias", comentou o secretário de Negócios Jurídicos, Alex Niuri.

Em levantamento realizado e apresentado durante a reunião, o órgão municipal mostra que em 2018 a Claro foi a empresa telefônica com maior índice de reclamações, somando 398 queixas, seguida da Vivo, com 240 e a Tim, com 94 reclamações registradas pelos consumidores. Nos dez meses de 2019, o Procon aponta que os números não tendem a cair. A Claro continua em primeiro lugar no ranking das reclamações das empresas telefônicas com 269 queixas, seguida novamente da Vivo, com 179 reclamações e a Tim, na terceira posição, com 89.

As principais reclamações dos consumidores são: cobrança indevida; problemas com rescisão de contrato e portabilidade; dúvida sobre cobrança; além de cobrança abusiva mediante constrangimento.
"O que percebemos é que as pessoas tentam, muitas vezes, resolver via call center, mas o problema não é resolvido, então procuram o Procon. Apesar dos investimentos das empresas, estes serviços são precários", comentou o diretor do Procon, Montezelo.

Os representantes das empresas explicaram, durante a reunião, alguns pontos e estabeleceram um cronograma de ações para que os problemas possam ser sanados.
"Nenhuma empresa gosta de receber reclamação, seja no call center ou no Procon, então nosso desejo é diminuir esses números cada vez mais. Neste primeiro momento, vamos treinar nossos atendentes junto ao Procon, além de habilitar os três pontos de atendimentos que temos no município para o atendimento ao consumidor do início ao fim, seja para a compra de um produto, até resolver alguma dúvida", comentou a coordenadora de Ouvidoria da Claro, Camila Bernardes.

A representante da empresa disse, ainda, que irá verificar e melhorar o estacionamento designado aos clientes da empresa Net em Americana, que faz parte da Claro, localizada no Parque Industrial.

"Eu pessoalmente já precisei usar o estacionamento, mas não tem espaço para o consumidor, só para os funcionários da empresa, dificultando este relacionamento da empresa e o cliente", disse Alex.

A empresa Vivo, representada na reunião pela analista de Relacionamento de Clientes, Luciana Macedo Ribeiro Nunes, disse que está à disposição do Procon para apresentar, em detalhes, as várias frentes de atendimento que visam melhorar a experiência do cliente junto à empresa.

A Tim, por sua vez, representada pela advogada Flávia Tamiko Villas Boas Minami de Sá, informou que a empresa cria mutirões de esclarecimentos em outros municípios e que a empresa está à disposição para participar de projetos em Americana.

O vereador Thiago Brochi sugeriu as empresas uma visita guiada nas lojas das operadoras em Americana, junto com o Procon, onde poderão apontar o que precisa ser adequado de acordo com o CDC (Código de Defesa dos Consumidores).

"Prontamente eles apoiaram a ideia e iremos agendar uma data para essa visita nas lojas. A reunião foi muito produtiva e vamos tentar fazê-la periodicamente, junto com o secretário e o diretor do Procon", comentou o vereador.

COBERTURA DE INTERNET
Durante a reunião, o secretário de Negócios Jurídicos aproveitou para questionar e solicitar as empresas o mapeamento de cobertura de internet na cidade. De acordo com Alex, as empresas se preocuparam com o sinal da telefonia, mas a internet cabeada ainda não abrange todos os bairros do município.

"Alguns locais não recebem o cabeamento para o fornecimento da internet. Muitos prédios novos, inclusive, que recebem habite-se, demoram meses para ter o acesso à internet. Então, fizemos essa solicitação para que a cobertura chegue em todos os bairros e tem um novo marco regulatório da Lei Federal que coloca o serviço de internet igual ou maior que a telefonia", explicou o secretário.

As empresas disseram, prontamente, que irão enviar o mapeamento de cobertura ao Procon.

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