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Assistência Social reforça combate ao trabalho infantil em encontro com adolescentes do SOMA
Publicada em 24 de Junho de 2026 às 14h44
A Prefeitura de Americana, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), participou nesta terça-feira (23) de um evento organizado pelo Serviço de Orientação Multidisciplinar para Adolescentes (SOMA), na sede da instituição. O encontro, denominado "Jovens, trabalho digno, SOMA, JEIA e Americana - Farmar Aura ", foi voltado aos jovens atendidos pelo serviço.
O evento teve como palestrantes a juíza Taísa Magalhães de Oliveira Santana Mendes e o advogado Univer Cristiano Nogueira da Silva, que abordaram a temática do trabalho infantil. O mês de junho é dedicado ao combate a essa prática, inspirado pelo Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no último dia 12.
"No universo digital, os jovens usam a expressão farmar aura para descrever o acúmulo de pontos invisíveis de respeito, estilo, maturidade e presença. É aquela energia que diferencia quem está progredindo na vida de quem está apenas assistindo o tempo passar. Mas, fora das telas, no mundo real, poucas coisas geram tanta aura positiva para um adolescente do que conquistar a própria independência por meio do trabalho digno", afirmou a coordenadora geral e pedagógica do SOMA, Maria Aparecida Pirassoli Brás Conte.
A juíza Taísa Magalhães conduziu a primeira palestra sobre o tema. A magistrada é juíza do trabalho substituta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, hoje atuando na 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí, e exerce o cargo de juíza coordenadora do Juizado Especial da Infância e da Adolescência (JEIA) de Campinas. Já proferiu decisões de grande repercussão regional, tais como: condenação por acidente com aprendiz; direitos reais e concursos públicos; e combate à discriminação.
Em seguida, foi a vez do advogado Univer Cristiano conduzir a conversa. O advogado atua como assessor do desembargador Carlos Eduardo Oliveira Dias e já foi servidor público do TRT Campinas, onde exerceu o cargo de diretor de Secretaria por quase 20 anos e diretor do JEIA por 10 anos. Atuou fortemente na liderança de equipes e coordenou iniciativas de grande relevância institucional, como os projetos de conscientização e combate ao trabalho infantil e a realização de visitas virtuais guiadas com adolescentes ao JEIA.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Americana foi representada no evento pela coordenadora do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (PETI), Odilamar Lopes Mioto, que ressaltou a importância da iniciativa. "O trabalho infantil é uma violação dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes à vida, à saúde, à educação, ao brincar, ao lazer, à formação profissional e à convivência familiar. Lutar contra o trabalho infantil é um imperativo constitucional, e eventos como esse são fundamentais para ajudar nessa luta", disse.
Além das palestras, a atividade contou também com a participação dos adolescentes em diversos momentos. Eles realizaram apresentações musicais - com as canções "Quero ser feliz", do Natiruts, "Dias de luta, dias de glória", de Charlie Brown Jr., e "Tempo perdido", do Legião Urbana -, leram um poema e mostraram cartazes sobre o tema, além de um cartão vermelho para o trabalho infantil.
"O verdadeiro ganho de aura acontece por meio do trabalho digno e legalizado, como os programas de aprendizagem. Erradicar o trabalho infantil e abrir portas para o emprego jovem protegido é o combo perfeito para uma sociedade mais justa. O futuro não combina com exploração. O futuro exige respeito, direitos garantidos e evolução real", acrescentou Maria Aparecida Pirassoli.
Texto: João Coutinho (MTb 35.570)
O evento teve como palestrantes a juíza Taísa Magalhães de Oliveira Santana Mendes e o advogado Univer Cristiano Nogueira da Silva, que abordaram a temática do trabalho infantil. O mês de junho é dedicado ao combate a essa prática, inspirado pelo Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no último dia 12.
"No universo digital, os jovens usam a expressão farmar aura para descrever o acúmulo de pontos invisíveis de respeito, estilo, maturidade e presença. É aquela energia que diferencia quem está progredindo na vida de quem está apenas assistindo o tempo passar. Mas, fora das telas, no mundo real, poucas coisas geram tanta aura positiva para um adolescente do que conquistar a própria independência por meio do trabalho digno", afirmou a coordenadora geral e pedagógica do SOMA, Maria Aparecida Pirassoli Brás Conte.
A juíza Taísa Magalhães conduziu a primeira palestra sobre o tema. A magistrada é juíza do trabalho substituta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas, hoje atuando na 3ª Vara do Trabalho de Jundiaí, e exerce o cargo de juíza coordenadora do Juizado Especial da Infância e da Adolescência (JEIA) de Campinas. Já proferiu decisões de grande repercussão regional, tais como: condenação por acidente com aprendiz; direitos reais e concursos públicos; e combate à discriminação.
Em seguida, foi a vez do advogado Univer Cristiano conduzir a conversa. O advogado atua como assessor do desembargador Carlos Eduardo Oliveira Dias e já foi servidor público do TRT Campinas, onde exerceu o cargo de diretor de Secretaria por quase 20 anos e diretor do JEIA por 10 anos. Atuou fortemente na liderança de equipes e coordenou iniciativas de grande relevância institucional, como os projetos de conscientização e combate ao trabalho infantil e a realização de visitas virtuais guiadas com adolescentes ao JEIA.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Americana foi representada no evento pela coordenadora do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Infantil (PETI), Odilamar Lopes Mioto, que ressaltou a importância da iniciativa. "O trabalho infantil é uma violação dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes à vida, à saúde, à educação, ao brincar, ao lazer, à formação profissional e à convivência familiar. Lutar contra o trabalho infantil é um imperativo constitucional, e eventos como esse são fundamentais para ajudar nessa luta", disse.
Além das palestras, a atividade contou também com a participação dos adolescentes em diversos momentos. Eles realizaram apresentações musicais - com as canções "Quero ser feliz", do Natiruts, "Dias de luta, dias de glória", de Charlie Brown Jr., e "Tempo perdido", do Legião Urbana -, leram um poema e mostraram cartazes sobre o tema, além de um cartão vermelho para o trabalho infantil.
"O verdadeiro ganho de aura acontece por meio do trabalho digno e legalizado, como os programas de aprendizagem. Erradicar o trabalho infantil e abrir portas para o emprego jovem protegido é o combo perfeito para uma sociedade mais justa. O futuro não combina com exploração. O futuro exige respeito, direitos garantidos e evolução real", acrescentou Maria Aparecida Pirassoli.
Texto: João Coutinho (MTb 35.570)