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Zoo Americana registra nascimento inédito de seis filhotes de emu

Publicada em 31 de Julho de 2026 às 18h25
O Parque Ecológico Municipal "Engenheiro Cid Almeida Franco" - Zoo Americana registrou neste mês o nascimento inédito de seis exemplares de emus, ave originária da Austrália e considerada a segunda maior do mundo, atrás apenas do avestruz. O fato nunca havia acontecido no Zoo Americana. Em duas ocasiões passadas, os ovos não vingaram. Em 2025, o processo de incubação foi natural, com os pais, enquanto em 2024 a incubação foi feita mediante chocadeira.

Neste ano, a equipe técnica encontrou seis ovos no recinto dos emus no dia 28 de maio, e, na sequência, realizou a pesagem, identificação de cada um deles e transferência para uma incubadora. Lá, permaneceram sob monitoramento constante até o dia em que eclodiram: três no dia 13 de julho e outros três no dia 15.

Com o nascimento, as aves foram transferidas para a Unidade de Tratamento Animal (UTA) e, posteriormente, devido à necessidade de maior espaço, para uma caixa com sistema de aquecimento e que permitia a incidência de luz direta no ambiente, favorecendo o desenvolvimento adequado dos emus.

"A Prefeitura oferece todo o cuidado para os animais que estão no Parque. Com os seis filhotes de emus, não está sendo diferente. Eles estão recebendo toda a atenção necessária da equipe técnica para se desenvolverem da melhor forma possível e isso faz parte de um compromisso sério que a gestão municipal tem com o Meio Ambiente", disse a secretária de Meio Ambiente, Andréa Cristina Fernandes Gonçales.

Os emus, que nasceram com aproximadamente 350 a 400 gramas, hoje pesam em torno de 700 a 900 gramas, cada um. A equipe realiza pesagens regulares e oferece uma alimentação balanceada, três vezes ao dia, composta por ovos, ração, verduras e frutas, além de tenébrios (larvas-da-farinha).

A diretora da Unidade do Parque Ecológico, a bióloga Silvia Maria de Campos Machado Ortolano, destacou a importância do nascimento dos emus. "Todo nascimento representa uma coroação do nosso trabalho. É como se fosse um prêmio depois de muito esforço e dedicação de cada funcionário que trabalha no Zoo. A presença de filhotes aumenta muito o nosso trabalho, com atenção redobrada com seus cuidados. Mas sempre é uma emoção acompanhar esse desenvolvimento", comemorou.

Atualmente, as aves encontram-se em uma sala aquecida, adaptada exclusivamente para elas, com o chão coberto por jornais, grama sintética, feno e folhas secas. Esses elementos foram escolhidos para que os emus possam pisar em texturas variadas. A equipe do Parque realiza a manutenção diária da sala, com a renovação do solo.

A tratadora de animais do Parque Ecológico, Karen Cristina Bassani, acompanha diariamente o desenvolvimento dos emus. "Todo dia os deixo em um ambiente iluminado, para tomarem banho de sol, por cerca de uma hora e meia a duas horas. Fico acompanhando e os incentivo a ciscar, a ter o comportamento natural da espécie. Para mim é um privilégio poder ver de perto o crescimento saudável deles", comentou.

Nesta quinta-feira (30), foi realizada a implantação de microchips nas aves. O procedimento, padrão para a marcação e identificação dos animais do Zoo, consiste na aplicação de uma pequena cápsula sob a pele, com a numeração de cada exemplar, que pode ser verificada por meio de um leitor de microchip. A equipe do Parque também coletou uma gota de sangue de cada filhote para a realização do exame de sexagem, uma vez que a espécie não apresenta dimorfismo sexual.


Texto: João Coutinho (MTb 35.570)