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Orientações sobre prevenção e relato de superação marcam encerramento do Outubro Rosa no HM

Publicada em 30 de Outubro de 2026 às 16h24



O Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, encerrou nesta sexta-feira (30) a programação especial do Outubro Rosa com um encontro dedicado à informação, à troca de experiências e ao esclarecimento de dúvidas sobre o câncer de mama. Organizada pela Comissão de Humanização, a atividade reuniu colaboradores de diversos setores e contou com a participação do oncologista clínico Dr. Adolfo Scherr, coordenador da Oncologia da Unacon (Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), e da jornalista Andrea Mesquita, que compartilhou sua experiência no enfrentamento da doença.

Dr. Adolfo abordou as estratégias e os métodos de rastreamento e detecção precoce do câncer de mama, além dos fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença. O médico também reforçou a importância de manter os cuidados preventivos recomendados conforme a idade e o histórico individual e de procurar avaliação médica diante de alterações suspeitas.

Entre os sinais que merecem atenção estão o aparecimento de nódulos nas mamas, alterações na pele, retração ou mudanças no formato do mamilo, saída espontânea de secreção e presença de caroços na região das axilas.

Segundo o oncologista, ampliar o acesso à informação é fundamental para incentivar o acompanhamento da saúde e a realização dos exames recomendados.

"A informação é uma ferramenta essencial no enfrentamento do câncer de mama. É importante que as mulheres conheçam os fatores de risco, saibam quais são os métodos de rastreamento recomendados e procurem avaliação diante de qualquer alteração suspeita. A partir dos 40 anos, é essencial manter o acompanhamento da saúde das mamas e conversar com o médico sobre a realização dos exames, considerando a idade e o histórico individual. O SUS oferece mamografia, mas é fundamental que as pessoas se conscientizem sobre a importância desse cuidado e procurem os serviços de saúde", destacou Dr. Adolfo.

O médico ressaltou ainda que o câncer de mama é o tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil e está entre os que mais causam mortes. "O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar os resultados para as pacientes. Quando a doença é identificada no início, as chances de sucesso do tratamento são muito maiores. Por isso, a conscientização e o acesso à informação precisam ser incentivados continuamente", completou.

Relato de superação

A programação também contou com o depoimento da jornalista Andrea Mesquita, que compartilhou sua trajetória de enfrentamento do câncer de mama, diagnosticado por duas vezes, em 2003 e em 2008. Ao todo, ela passou por 11 cirurgias, 33 sessões de radioterapia, dez sessões de braquiterapia e oito sessões de quimioterapia, além de cinco anos de tratamento medicamentoso.

Em seu relato, Andrea falou sobre o impacto da doença, os desafios enfrentados durante o tratamento e a importância do apoio da família e dos amigos. A fé também foi apontada por ela como um dos pilares que a ajudaram a atravessar os momentos mais difíceis.

"Eu sou uma sobrevivente do câncer de mama. Sou exemplo de que o câncer tem cura, sim, e de que existe vida após o câncer. É claro que a doença muda a gente, nunca mais voltamos a ser como éramos antes, mas sou grata por ter tido a oportunidade de sobreviver e estar aqui hoje falando sobre isso", relatou.

Andrea destacou que a fé pode oferecer força e esperança durante o enfrentamento da doença, independentemente da crença de cada pessoa, mas reforçou que ela deve caminhar junto com o tratamento médico.

"É importante ter fé e acreditar em uma força maior. Independentemente da crença, isso pode trazer calma, pensamentos positivos, força e ânimo para enfrentar todas as etapas, desde o diagnóstico até o tratamento. A fé foi muito importante na minha caminhada, mas é claro que isso não substitui o acompanhamento e os cuidados médicos", disse.

A jornalista também deixou uma mensagem de incentivo às mulheres para que mantenham os exames periódicos e não negligenciem a própria saúde.

"Acho importante levar uma mensagem de esperança a quem está passando por isso e, principalmente, chamar a atenção das mulheres para a necessidade dos exames periódicos. Se eu não tivesse sido tão cuidadosa com a minha saúde, poderia ter descoberto a doença, da primeira vez, em um estágio muito avançado e talvez não tivesse obtido um resultado tão positivo com o tratamento", compartilhou.

Acolhimento e mobilização

Além da participação no encontro, os colaboradores voltaram a vestir rosa em apoio à campanha, demonstrando o envolvimento das equipes com a conscientização sobre o câncer de mama. A programação também contou com um café, proporcionando um momento de integração e acolhimento.

Como parte da ação, os participantes puderam deixar mensagens em papéis cor-de-rosa em um painel interativo no formato do laço, símbolo da campanha. A iniciativa permitiu que cada colaborador registrasse sua contribuição à mobilização.

Para a psicóloga Juliana Oliveira, presidente da Comissão de Humanização do HM, iniciativas como essa contribuem para ampliar o diálogo sobre o câncer de mama, estimular a empatia e fortalecer a cultura do cuidado no ambiente hospitalar.

"O Outubro Rosa é uma oportunidade de mobilizar as pessoas em torno de uma causa tão importante e de reforçar que a conscientização precisa fazer parte do nosso dia a dia. Promover momentos de informação e troca de experiências também é uma forma de acolher, sensibilizar e incentivar o autocuidado. Quando as equipes participam e se envolvem, essa mensagem ganha força e pode chegar a mais pessoas", destacou.

A atividade marcou o encerramento da programação do Outubro Rosa no Hospital Municipal, que ao longo do mês promoveu ações educativas e de sensibilização para reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde.

O HM é administrado pelo Grupo Chavantes, em gestão compartilhada com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Americana.



Texto: Tatiane Ceron (MTb 56.242) / Assessoria de Comunicação do Grupo Chavantes