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Aplicação de agente biológico para controle do carrapato-estrela avança em Americana

Publicada em 25 de Agosto de 2026 às 17h24


O controle do carrapato-estrela por meio do fungo Metarhizium está avançando em áreas de risco de Americana. Nesta terça-feira (25), a Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, deu sequência à aplicação do agente biológico no Córrego Bertini e no Parque Natural Nilton Pinto Duarte. O serviço já foi realizado também na Avenida Bandeirantes e nas orlas das praias dos Namorados e Azul. A aplicação no Córrego Bertini teve início na sexta-feira (21) e segue em andamento.

O carrapato-estrela é o transmissor da febre maculosa. Uma das formas de controle é a aplicação do Metarhizium, um fungo entomopatogênico que não agride o meio ambiente nem os animais. Para a aplicação, são utilizados tratores e mangueiras adequadas.

O Instituto Biológico da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e a empresa Toyobo, licenciada pelo Instituto, atuam em parceria nas ações de controle do carrapato, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde.

"Seguimos no trabalho de aplicação do Metarhizium para controlar o carrapato-estrela e estamos atuando no momento em uma importante área, que é o Córrego Bertini. O munícipe deve ficar atento às recomendações de segurança da Prefeitura e evitar as áreas de risco. Assim, por meio desse esforço conjunto, entre sociedade e governo, esperamos evitar novos casos de febre maculosa", disse a secretária de Meio Ambiente, Andréa Gonçales.

Orientação e prevenção

Desde 2006, por meio do Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato (PVCE), a Prefeitura instala cercas e placas informativas e orienta a população a evitar áreas de risco, como margens de rios, córregos, lagoas e represas, onde o carrapato-estrela pode ser encontrado com mais facilidade.

Os principais pontos do município classificados como áreas de risco são:

- Carioba: pesqueiros do Rio Piracicaba, próximos à Rua Carioba;

- Casa de Cultura Herman Müller: mata ciliar do Ribeirão Quilombo;

- Rio Jaguari: região pós-Represa do Salto Grande e chácaras na Colônia Agrícola do Sobrado Velho;

- Confluência dos rios Atibaia e Jaguari;

- Assentamento Milton Santos: matas ciliares do Rio Jaguari e Córrego Jacutinga;

- Ponte do Rio Piracicaba (Rodovia Anhanguera): pesqueiros locais;

- Centro de Detenção Provisória (CDP): pesqueiros no entorno;

- Condomínio Jardim Terras do Imperador e Residencial Portal dos Nobres;

- Praia dos Namorados: orla da Represa do Salto Grande;

- Jardim Mirandola: pastos e matas;

- Praia do Zanaga: entre os bairros Antônio Zanaga e Vale das Nogueiras;

- Usina da CPFL na Represa do Salto Grande;

- Ribeirão Quilombo: toda a extensão em ambas as margens;

- Parque Nova Carioba: mata ciliar do Córrego Bertini.

A doença

A febre maculosa é uma doença grave, com risco de morte, e seu contágio ocorre pela picada do carrapato-estrela. A recomendação é evitar áreas de risco. Caso seja necessário entrar nesses locais, as medidas de prevenção incluem:

- Usar roupas claras para facilitar a visualização dos carrapatos;

- Colocar as barras das calças dentro das meias e usar botas de cano alto;

- Verificar o corpo a cada três horas;

- Remover os carrapatos com cuidado, fazendo uma leve torção;

- Observar os sintomas de 2 a 14 dias após a exposição.

Em caso de suspeita de febre maculosa, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar se houve passagem por área de risco.

Os principais sintomas da doença incluem:

- Febre alta;

- Dores no corpo e na cabeça;

- Calafrios;

- Manchas avermelhadas na pele.



Texto: João Coutinho (MTb 35.570)